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	<title>Comentários sobre: QUANDO OS PONTEIROS SE ENCONTRAVAM</title>
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	<description>música, cultura e arte</description>
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		<title>Por: Marcello Laranja</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcello Laranja]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Sep 2013 13:48:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Não cheguei a pegar as chamadas três décadas de ouro do rádio no Brasil, 30, 40 e 50. Nasci em 1953 quando a Rádio Nacional ainda estava no auge, já, circunstancialmente, à caminho do declínio em razão do surgimento da televisão. Levou um certo tempo, mas, foi fatal, lamentavelmente. Portanto, só vim me dar por gente a partir dos anos 60. Porém, tive uma sensação incrível quando pisei pela primeira vez no reformado auditório Radamés Gnatalli, no vigésimo-primeiro andar do edifício de A Noite, na Praça Mauá, Rio de Janeiro. Em frente ao pier Mauá onde atracam os transatlânticos. Antes, contudo, foram duas desastrosas tentativas até conseguir meu intento. A primeira, não sabia, cheguei lá num domingo quando o segurança me falou: &quot;hoje não há visitação&quot;. Pois bem, voltei na segunda-feira, só que de bermuda, camiseta e chinelo de dedo, traje absolutamente normal para uma cidade turística e de beira de praia. Para minha frustração o segurança falou: &quot;é proibido entrar de bermuda, só de calça comprida&quot;. Achei o cúmulo, mas, fazer o que, né? Voltei pro hotel chateadíssimo. Tive que esperar um ano pra voltar à Cidade Maravilhosa e, aí sim, conhecer a sede da emissora mais famosa do Brasil. Pois bem, andando pelos corredores tive a nítida sensação de que aquela música e aqueles sons estavam - e estão - impregnados nas paredes, todas as imagens de uma época glamurosa ali, na minha frente, e eu olhando aquilo como se fosse um jovem de quinze anos que nunca entrou em uma emissora de rádio. Aliás, isso aconteceu em novembro - coincidentemente, mês de aniversário de Marlene - de 2010. Foi impressionante, parecia ouvir sua voz e as de Emilinha Borba, Orlando Silva, Francisco Alves, os violões de Garoto, Laurindo de Almeida e Zé Menezes, Quatro Ases e um Coringa, Anjos do Inferno, enfim...! Aquilo tudo era muito especial, estava eu no recinto da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, com todas as letras. Foi incrível, posso lhes afirmar.
Valeu Zé do Camarim, abraços
Marcello]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não cheguei a pegar as chamadas três décadas de ouro do rádio no Brasil, 30, 40 e 50. Nasci em 1953 quando a Rádio Nacional ainda estava no auge, já, circunstancialmente, à caminho do declínio em razão do surgimento da televisão. Levou um certo tempo, mas, foi fatal, lamentavelmente. Portanto, só vim me dar por gente a partir dos anos 60. Porém, tive uma sensação incrível quando pisei pela primeira vez no reformado auditório Radamés Gnatalli, no vigésimo-primeiro andar do edifício de A Noite, na Praça Mauá, Rio de Janeiro. Em frente ao pier Mauá onde atracam os transatlânticos. Antes, contudo, foram duas desastrosas tentativas até conseguir meu intento. A primeira, não sabia, cheguei lá num domingo quando o segurança me falou: &#8220;hoje não há visitação&#8221;. Pois bem, voltei na segunda-feira, só que de bermuda, camiseta e chinelo de dedo, traje absolutamente normal para uma cidade turística e de beira de praia. Para minha frustração o segurança falou: &#8220;é proibido entrar de bermuda, só de calça comprida&#8221;. Achei o cúmulo, mas, fazer o que, né? Voltei pro hotel chateadíssimo. Tive que esperar um ano pra voltar à Cidade Maravilhosa e, aí sim, conhecer a sede da emissora mais famosa do Brasil. Pois bem, andando pelos corredores tive a nítida sensação de que aquela música e aqueles sons estavam &#8211; e estão &#8211; impregnados nas paredes, todas as imagens de uma época glamurosa ali, na minha frente, e eu olhando aquilo como se fosse um jovem de quinze anos que nunca entrou em uma emissora de rádio. Aliás, isso aconteceu em novembro &#8211; coincidentemente, mês de aniversário de Marlene &#8211; de 2010. Foi impressionante, parecia ouvir sua voz e as de Emilinha Borba, Orlando Silva, Francisco Alves, os violões de Garoto, Laurindo de Almeida e Zé Menezes, Quatro Ases e um Coringa, Anjos do Inferno, enfim&#8230;! Aquilo tudo era muito especial, estava eu no recinto da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, com todas as letras. Foi incrível, posso lhes afirmar.<br />
Valeu Zé do Camarim, abraços<br />
Marcello</p>
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